“Por mais que a gente tente se igualar às máquinas, sempre tem alguma coisa que não funciona, alguma coisa sempre vaza, tem sempre alguma coisa fazendo barulho” (Sibylle Berg)

Na montagem proposta pelo diretor Leandro Silva e sua equipe para Wonderland Ave. da dramaturga alemã Sibylle Berg, o cotidiano de um mundo distópico governado pela presença e voz onisciente das Inteligências Artificiais (I.A.). Corpos e casas reais, invadidas pela “voz” das máquinas que tudo ouvem, veem e sabem. 

Ante a impossibilidade de realização do projeto original interrompido pela pandemia da Covid-19, a equipe opta por uma experiência nascida da fricção entre teatro, confinamento social e audiovisual, mesclando o texto da obra de Sibylle Berg com a crueza da experiência pessoal de confinamento de cada um. Para a  adaptação do projeto, a equipe dispensa cenários e figurinos elaborados e abusa de recursos como ligações telefônicas, maquetes, miniaturas, videoconferência e registro em vídeos nas casas dos artistas. Ensaio e cena, processo e produto, sem uma fronteira nítida. Corpos e presenças em trânsitos, da sala física às arenas virtuais, do edifício teatral para as casas do diretor, da atriz, dos atores e técnicos, um “teatro do possível” para se somar a tantas experiências teatrais na pandemia em todo mundo, tão diferentes quanto potentes. 

O trabalho contou com a colaboração do Coletivo Catarse de Comunicação, e será veiculado  em volume único via streamming na programação virtual do Transit 2020. O processo de criação estará acessível ao público, a partir de publicações frutos do acompanhamento realizado pelos provocadores críticos artísticos Michele Rolim e Henrique Saidel, do site AGORA Crítica Teatral.

Duração: 50 minutos

Classificação Indicativa: 14 anos.

Técnicas: Teatro Filmado e Teatro de Miniaturas

Ficha Técnica:

Autora: Sibylle Berg

Tradução: Luciana Waquil

Direção teatral: Leandro Silva

Direção audiovisual: Billy Valdez

Elenco/ Personagens: Márcia Metz (Robô/ Coro/IA), José Renato Lopes (Pessoa 1), Paulo Roberto Farias (Pessoa 2) e Marco Marchessano (Pessoa 3)

Adaptação de roteiros: coletivo da equipe

Desenho e criação de maquetes e miniaturas: Silvia Serrano

Trilha Sonora: Paulo Betanzos

Desenho de som e finalização: Gustavo Türck

Projeto Visual: Silvia Serrano e Leandro Silva

Captação, edição e pós-produção: Coletivo Catarse de Comunicação

Provocadores críticos artísticos e acompanhamento: Michele Rolim e Henrique Saidel (AGORA Crítica Teatral)

Realização: Instituto Goethe de Porto Alegre e SESC RS

PROGRAMAÇÃO DE ESTREIA | TRANSIT 2020

PARA SABER MAIS:

DIÁRIO DE BORDO DO DIRETOR

PUBLICAÇÕES DO SITE AGORA CRITICA TEATRAL

ENTREVISTA: LEANDRO SILVA

Quando a vida supera a ficção – Sobre o processo de criação de “Wonderland Ave.”, com direção de Leandro Silva

CRÍTICA: Wonderland Ave. – Confinar, repensar, criar: continuar (Henrique Saidel/ AGORA Crítica Teatral)