DEPOIMENTO: W. A. Confinados, por José Renato Lopes (TRANSIT 2020)

O ator José Renato Lopes fala sobre sua participação na experiência de criação cênica da obra Wonderland Ave, realizada no dia 24 de setembro de 2020, em sua casa em Porto Alegre-RS.

O texto da alemã Sibylle Berg será encenado, de forma independente, por dois diretores, além de Leandro Silva, por Julia Ludwig, dentro do projeto Transit 2020. As montagens são uma corealização do Goethe-Institut Porto Alegre e Fecomercio/Sesc RS em parceria com o AGORA.

DEPOIMENTO: W. A. Confinados, por Marco Marchessano (TRANSIT 2020)

O ator Marco Marchessano fala sobre sua participação na experiência de criação cênica da obra Wonderland Ave, realizada no dia 22 de setembro de 2020, em sua casa em Canoas-RS.

O texto da alemã Sibylle Berg será encenado, de forma independente, por dois diretores, além de Leandro Silva, por Julia Ludwig, dentro do projeto Transit 2020. As montagens são uma corealização do Goethe-Institut Porto Alegre e Fecomercio/Sesc RS em parceria com o AGORA.

Podcast Contos de Fadas e suas Origens. Tema: O Flautista de Hamelin e a Epidemia de Dança de 1518

Divulgação Redes Sociais_Podcast Contos de Fadas e suas Origens_O Flautista de Hamelin

O podcast apresenta um dos temas do curso “Contos de Fadas e suas Origens” realizado pelo artista bonequeiro e pesquisador Leandro Silva no período de 2016 a 2018, com quatro edições de muito sucesso na cidade de Porto Alegre/RS, porém com uma abordagem inédita. Neste podcast, dividido em duas partes, o artista faz uma análise do conto “O Flautista de Hamelin” e, em consonância com o contexto que estamos vivendo da epidemia global da Covid-19, faz uma conexão com o misterioso fenômeno da Epidemia de Dança de 1518, um caso de dançomania e histeria coletiva ocorrido em Estrasburgo, França, então parte do Sacro Império Romano-Germânico em julho de 1518. Lúdico e instigante, o podcast apresenta aspectos históricos, simbólicos e filosóficos sobre o tema, oferecendo aos ouvintes um momento único de formação e provocação durante a quarentena. 

Pesquisa, edição e produção: Leandro Silva

Financiamento: FAC Digital RS (FEEVALE, Pró-cultura RS/ SEDAC RS)

A realização deste trabalho atendeu todos os protocolos de prevenção à Covid-19, conforme estabelecido pela OMS e demais autoridades de saúde.

Estes podcasts foram realizados no âmbito do Edital FAC Digital, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul e Universidade Feevale, através do PRÓ-CULTURA RS.

LIVE DE ENCERRAMENTO E LANÇAMENTO DE E-BOOK – OFICINA PRÁTICAS COLABORATIVAS DE ESCRITA DRAMATÚRGICA PARA TEATRO DE BONECOS

Convite_Live e Lançamento de E-book_Oficina Práticas Colaborativas de Escritas Dramatúrgicas para Teatro de Bonecos

O Grupo Fuzuê Teatro de Animação convida para uma live de encerramento da Oficina “Práticas Colaborativas de Escrita Dramatúrgica para Teatro de Bonecos”. Na ocasião, será feito ainda o lançamento e disponibilização gratuita de um e-book com os resultados da oficina: pequenas peças, roteiros e argumentos criados pelos participantes, pensando a cena do Teatro de Bonecos em suas diversas possibilidades.

A oficina foi realizada no período de abril a junho de 2020, totalmente virtual, como resposta do Grupo Fuzuê Teatro de Animação à interrupção de seu trabalho por conta da pandemia da Covi-19. O grupo firmou uma parceria com o Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo e estava planejando para este ano a realização de duas oficinas práticas e a montagem de dois trabalhos novos de teatro de bonecos. A realização da oficina virtual foi uma estratégia para manter o grupo vivo e atuante dentro desse difícil contexto da pandemia e, ao mesmo tempo, refletir e trocar saberes sobre um tema ainda pouco pesquisado: a especificidade da escrita dramatúrgica para o Teatro de Bonecos.

SERVIÇO

Data: 08 de agosto de 2020, sábado

Horário: 10:30 às 11:30h

Canal: https://www.facebook.com/fuzueteatrodeanimacao

PROJETO LAB BONECOS

A oficina “Práticas Colaborativas de Escrita Dramatúrgica para Teatro de Bonecos” integra o LAB BONECOS – Oficina de Formação em Teatro de Bonecos, um projeto autônomo do Grupo Fuzuê Teatro de Animação (Porto Alegre – RS) com o objetivo de oferecer formação na área de Teatro de Bonecos e seus desdobramentos e, dessa forma, contribuir com a qualificação de novos artistas bonequeiros, com a disseminação de conhecimentos acerca desta linguagem e seu maior reconhecimento.

Compõe o LAB Bonecos a realização de oficinas, cursos, seminários, vivências e residências artísticas, cujo programa será definido anualmente pelo Grupo Fuzuê Teatro de Animação. A metodologia inclui conhecimentos teóricos e práticos e o desenvolvimento de projetos individuais e coletivos de criação, com mostra de encerramento ao final (quando pertinente).

A primeira oficina do projeto LAB BONECOS, com o tema “Teatro de Bonecos de Luva”, estava prevista para iniciar-se em abril de 2020, com aula inaugural dentro da 12ª Semana do Quilombo do Sopapo, a partir de uma parceria com o Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, nascedouro do Grupo Fuzuê Teatro de Animação. A Semana do Quilombo do Sopapo foi adiada e a parceria com o ponto de cultura para a realização de encontros presenciais inviabilizada, impactados decorrentes da grave pandemia da Covid-19. Como resposta a esta situação, o Grupo Fuzuê Teatro de Animação decidiu elaborar e lançar a oficina “Práticas Colaborativas de Escrita Dramatúrgica para Teatro de Bonecos”, na modalidade virtual, como forma de seguirmos unidos, estudando, criando e difundindo a arte bonequeira, enquanto atravessamos a insegurança e as dificuldades instauradas pela pandemia. Acreditamos que chegaremos mais fortes e unidos do outro lado!

SOBRE O GRUPO FUZUÊ TEATRO DE ANIMAÇÃO

Companhia de fazedores, experimentadores e curiosos do Teatro de Animação e suas convergências com outras linguagens artísticas, as poéticas tecnológicas e a performance. A criação colaborativa, a convivência e a gestão compartilhada são as bases de trabalho do grupo. Participou de importantes mostras, eventos e festivais no Brasil e exterior. Entre seus trabalhos, temos os espetáculos “Fuzuê no Sertão Encantado” (2013), “Devaneios”(2015) e os projetos “COMA” e “O Mistério do Jaraguá” (em processo). Também realizou muitas oficinas e vivências de Teatro de Animação em interface com a Educação, Saúde e Terapia, realizado especialmente em parceria com o Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo.

CONTATO:

E-mail: fuzue.teatrodeanimacao@gmail.com

Página: https://fuzueteatrodeanimacao.wordpress.com

Facebook: https://www.facebook.com/fuzueteatrodeanimacao

#FicaEmCasa

CONVITE LIVE “GIGANTES: O TAMBOR E O BONECO”

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Convidados para a live “Gigantes: O Tambor e o Boneco”, realizada pelo Projeto Comunicação e Arte: Uma Onda no Ar do Quilombo do Sopapo” através da página no facebook do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo. O evento virtual contará com a participação da educadora e contadora de histórias Beatriz Rodrigues e do artista bonequeiro Leandro Silva para dialogarem sobre o processo de realização em confinamento da peça radiofônica “Um Sonho de Liberdade” no contexto da pandemia e sobre as dimensões estéticas, culturais, sociais e políticas de dois “gigantes”: o Sopapo e o Boneco Gigante.

A live contará ainda com a participação da OSCIP Guayí, da Associação Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo e da coordenação do projeto “Comunicação e Arte: Uma Onda no Ar do Quilombo do Sopapo”.

Após a live, será disponibilizado através das redes sociais e do site do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo um QR Code e link de acesso para audição e download gratuitos da peça radiofônica “Um Sonho de Liberdade”.

SERVIÇO:

Data: 05 de agosto de 2020, quarta-feira

Horário: 16 às 17 horas.

Canal: https://www.facebook.com/quilombo.dosopapo

A live “Gigantes: O Tambor e o Boneco” e a peça radiofônica “Um Sonho de Liberdade” são atividades realizadas através do projeto Comunicação e Arte: Uma Onda no Ar do Quilombo do Sopapo por meio de convênio com a Secretaria de Estado da Cultura e da luta comunitária pela Cultura Viva.

A realização destas atividades respeitaram os protocolos vigentes da OMS e demais autoridades de saúde de enfrentamento à pandemia da Covid-19.

“O que pode um boneco?” Contribuição de Leandro Silva para a Revista Móin-Móin nº 22

cover_issue_750_pt_BRSaiu a Revista Móin-Móin n. 22, com o tema “Censura e transgressão no Teatro de Animação”. Certamente uma edição urgente e que traz na centralidade a dimensão política do Teatro de Bonecos, uma arte sempre posicionada e, por este motivo, historicamente alvo de tentativas de censura e cerceamento. Traz contribuições de Francisco Cornejo, Paulo Flores, Tânia Farias, Jorge Dubatti, Níni Beltrame, Julia Varley e muitos outros pesquisadores e artistas, refletindo a ação transgressora dos Bonecos em diversos períodos históricos e contextos.

Nesta edição, o artista bonequeiro Leandro Silva contribui com um artigo intitulado “O que pode um boneco? O Teatro de Bonecos como uma arte relacional e política”, uma versão ampliada e revisada de um pequeno ensaio feito anteriormente, numa disciplina do PPGAC UFRGS, por ocasião do Mestrado.

Revista Móin-Móin nº 22 está disponível em: http://revistas.udesc.br/index.php/moin/issue/view/750/showToc

 
Móin-Móin Revista de Estudos sobre Teatro de Formas Animadas é uma publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em Teatro do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina, numa ação do Programa de Extensão Formação Profissional no Teatro Catarinense. A revista  tem compromisso com a criação de um corpo temático de pesquisa, promovendo estímulo e suporte teóricos para futuras reflexões sobre o Teatro de Formas Animadas. 

Ótima leitura!

Leandro Silva é um dos colaboradores do Boletim Entretelones (Havana, Cuba): Los Titiriteros Enfrentando A La Pandemia

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A contribuição do artista é um fragmento de mensagem original, traduzido por Lorena Sanchez e encontra-se disponível na página 9 do Boletim Entretelones. A publicação completa encontra-se disponível AQUI.

“Tal y como sucedió con la entrega previa del Entretelones, que se dedicó a mostrar de qué manera los artistas de la danza combatían los efectos de la pandemia que ha amenazado con paralizar al planeta, este número especial acoge mensajes y testimonios acerca de este conflicto, desde la perspectiva de los artistas del mundo de la figura animada. Colaboraciones de España, México, Estados Unidos de América, y en particular de Brasil, se unen a las voces y los gestos de las cubanas y cubanos que se resisten a imaginar un horizonte sin teatros, como un empeño que dilata lo que UNIMA Cuba ha hecho durante los últimos años, junto a numerosos aliados e instituciones. El títere sabe de calles, de plazas, de espacios insólitos en los cuales, incluso en los momentos más difíciles, no ha dejado de estar presente. Con ese espíritu de guerrilla hablan muchos acá, aprovechando la internet para seguir en diálogo y crecimiento, o apelando a otras fórmulas para no dejar de mantenerse con vida. Poco a poco, se irá restableciendo una idea de eso que ahora llamamos la normalidad. Si los teatros, los viejos coliseos, las salas donde los espectadores iban a ver parte de sus sueños, tardarán en reabrirse, puede que el títere otra vez lleve la delantera. La figura animada será útil nuevamente en esos sitios, y en escuelas, y en lugares de difícil acceso, para ayudarnos a recuperar la fe en esa experiencia compartida que es el teatro. En nuestra portada, está Pelusín del Monte, el títere nacional de Cuba, al que ningún cubrebocas logrará acallar. También estas imágenes nos acompañan en el día difícil, en la lucha contra una epidemia que nos ha puesto sobre aviso. Para que apreciemos mejor al planeta, a las horas de nuestras existencias, a la posibilidad de reencontrarnos en otras ocasiones y abrazos. Para reafirmar la vida como un nuevo acto de fe”. Fonte: http://cubaescena.cult.cu/los-titiriteros-enfrentando-la-pandemia/

Entretelones é uma publicação do Consejo Nacional de las Artes Escénicas (Havana, Cuba).

“Hoje era o dia”. “Quem seríamos hoje?” – Sentimentos sobre uma estreia adiada: Wonderland Ave.

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Sequência de conversa em grupo de WhatsApp da Equipe 1 do projeto de montagem e encenação de Wonderland Ave. pelo projeto TRANSIT, realizado pelo Instituto Goethe em parceria com o SESC RS e site AGORA Crítica Teatral. Hoje, 21 de maio de 2020, data de estreia da obra, antes do projeto (e o mundo) parar por conta da emergência global do Covid-19.

[07/05/2020] Diálogos em Transit: Encontros Virtuais da Equipe 1 – Transit IV

Durante o período de isolamento social, a equipe de montagem e encenação da peça Wonderland Ave. com direção de Leandro Silva e selecionado para o projeto TRANSIT, promovido pelo Instituto Goethe em parceria com o SESC RS e site AGORA Crítica Teatral, se manteve em contato pela internet para conversar e discutir o presente e o futuro do trabalho.

Nesta postagem, mantemos um registro com a síntese dos diálogos, inquietações e referencias trocadas ao longo do isolamento social pela equipe.

Reunião Virtual do dia 07 de maio de 2020, através do Messenger/ Facebook

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Equipe em Videoconferência de 07/05/2020: diálogos em Transit!

Foi nosso primeiro momento de “encontro” virtual, para além dos diálogos que fazemos no nosso grupo de WhatsApp. Ficamos muito felizes pelo encontro, por se ver mesmo que virtualmente e, inicialmente, poder dialogar sobre como estamos agora no contexto do isolamento social.

No geral, todos da equipe estão em suas casas, com suas famílias e se cuidando. O momento para nós é de forte apreensão, incertezas, medo e desânimo por conta do contexto da pandemia que, neste momento no Brasil, vai beirando a marca de quase 10 mil mortos. A isso, se soma as posturas do governo brasileiro, afundado em negacionismo e incapaz tanto em fazer uma articulação nacional para enfrentamento da pandemia, quanto de promover ações concretas de socorro à população diretamente mais impactada por esta.

Nesse contexto, é preocupante o impacto da pandemia para os trabalhadores da Cultura, situação que nos atravessa diretamente. No geral, todos da equipe ficamos sem trabalho, alguns conseguiram o auxílio emergencial oferecido pelo governo e outros seguem tentando fazer alguns trabalhos como freelancer, em regime de home-office. O prolongamento da pandemia e do isolamento social vai cada vez mais dificultando a sobrevivência financeira dos trabalhadores da Cultura. A nossa sobrevivência. E lidar com isso é desgastante.

Outra questão que a equipe refletiu é a pós-pandemia e o que significará efetivamente “voltar à normalidade” depois. Acreditamos que não haverá uma normalidade como um estado anterior a esta situação em que nos encontramos. A pandemia deixará marcas sociais profundas e duradouras, que certamente irá impactar especialmente o Teatro, uma arte essencialmente da presença, da aglomeração, do acontecimento e do encontro. Acreditamos tanto que esse retorno aos encontros poderá ser bem tardio,  de maneira muito progressiva, quanto na possibilidade de vivermos situações novas, novos hábitos e restrições que obrigarão os trabalhadores e trabalhadoras do teatro a se repensarem.

Quanto ao nosso trabalho em específico, o texto Wonderland Ave. se tornou assustadoramente atual, profético e ainda mais essencial. E precisa ir à cena! É um texto urgente.

No que diz respeito ao projeto de montagem do trabalho pela nossa equipe, calcado nas poéticas tecnológicas, é importante frisar algumas coisas:

– No nosso projeto de montagem, a tecnologia é colocada como uma ferramenta de composição cênica, para a constituição de uma arena ou dispositivo cênico tecnológico que imporia à equipe e à plateia novas possibilidades de interação, jogos e riscos. E tudo para ser feito diante do espectador. Estava fora da concepção do projeto (“e continua estando”, conforme o diretor Leandro Silva) qualquer uso da tecnologia como um dispositivo de mediação do contato do espectador com a peça. Logo, o fato de termos a presença das poéticas tecnológicas em nosso trabalho de montagem de “Wonderland Ave.”, não resolve de imediato a questão de um novo formato para a obra solucionada por via destas.

– Também acreditamos que devemos olhar de forma mais crítica o uso de “lives” e a tentativa de querer fazer desse formato um substituto para as apresentações teatrais. É preciso pensar num uso próprio, com formato e tecnologias próprias que tente em alguma medida levar de fato a obra e os seus contextos para o espectador. Simplesmente colocar uma câmera em plano aberta transmitida pela internet não nos parece nem de longe o modo mais adequado para o teatro, mesmo nesta atual fase do isolamento social.

– Ao nosso ver, as lives não respondem às necessidades do teatro, sob nenhum aspecto: nem estético, nem social, nem de cunho econômico. Como sustentar o teatro dessa forma?

– As “lives” talvez se prestem melhor às atividades formativas e debates, como o que já estava previsto para a programação do TRANSIT e que esperamos possa trazer agora na sua centralidade o tema das práticas teatrais no contexto da pandemia global. Esse nos parece ser o “grande tema”, a questão deste ano.

– Talvez fosse o caso de pensar formatos mais “honestos”, como do teatro previamente gravado, filmado e depois tratado com uma pós-produção utilizando os recursos do cinema e do vídeo (e não do teatro, nesta etapa). Como exemplos de trabalhos assim, Leandro Silva citou os trabalhos em vídeo da obra teatral de Philippe Genty (antes da pandemia) e Paulo Roberto Farias citou a recente apresentação da cantora e compositora Simone Rasslan no âmbito do projeto Mistura Fina. Ambos são trabalhos com interlocução entre a apresentação do/os artistas e uma produção e pós-produção de cunho audiovisual.

– Tais formatos, se acolhidos, implicariam num redesenho dos projetos selecionados para o TRANSIT IV e o adentramento de profissionais do cinema e/ou vídeo na ficha técnica, trabalhando lado a lado com o diretor teatral. O que implica em reabrir então a discussão sobre os projetos e refazer seus desenhos e até as fichas técnicas. No nosso caso em particular, é um ganho poder contar na nossa equipe com o Coletivo Catarse de audiovisual e a presença de profissionais de áreas muito distintas na equipe. O que antes era um desafio, agora pode ser uma grande oportunidade para o futuro do trabalho. Também nos colocamos abertos a firmar parcerias de interesse do outro grupo selecionado, da colega Julia Rodrigues, em vista de contribuir com eventuais soluções para demandas de tecnologias para a realização de nossos trabalhos. Buscamos juntos um formato, uma saída que contemple os dois trabalhos, sem perder de vista as peculiaridades de cada um.

ENCAMINHAMENTOS DA REUNIÃO

– Pensamos que, neste momento, o que devemos fazer é seguir se encontrando virtualmente, na medida do possível tentar relaxar e viver o que está acontecendo. E nos apoiarmos mutuamente.

– A incerteza do momento não nos permite pensar a fundo e decidir um formato alternativo para nossa montagem, caso essa situação da pandemia perdure. Mas apenas ir pensando sobre isso e idealizando as perspectivas. No entanto, entendemos que será fundamental a participação das equipes dos projetos – diretores, elencos, técnicos – protagonizando esse debate ao lado do Instituto Goethe, dos provocadores criticos artísticos e demais parceiros.

– A nossa perspectiva hoje (07/05/2020) é que esperemos isso tudo passar, avaliemos as restrições impostas no pós-pandemia e retomemos os projetos com nova agenda de ensaios, apresentações e o debate. Nessa retomada, será importante considerar que muitos dos processos terão que ser refeitos e sequer poderemos contar com a composição das equipes atuais num futuro pós-pandemia. Tudo terá que ser repensando e em alguma medida, refeito.

– Por fim, achamos fundamental ampliar esse debate com as equipes, os parceiros, provocadores, todos os envolvidos. Talvez seja o caso de se promover alguns encontros com as equipes com este tema, o desafio do fazer teatral em tempos de pandemia, já como uma atividade do projeto Transit para esta quarta edição, para não se perder o protagonismo dessa discussão e neste momento.

REFERENCIAS CITADAS NOS NOSSOS DEBATES  E CONVERSAS DE WHATSAPP:

Linha do tempo do Coronavírus no Brasil. Disponível em: https://www.sanarmed.com/linha-do-tempo-do-coronavirus-no-brasil

Lands End – Full LIVE, de Philippe Genty. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=LqUc5Skf-ho

Projeto Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito: https://www.facebook.com/misturafinamusica/

Projeto Vozes da Quarentena (Instituto Goethe Porto Alegre): https://www.goethe.de/ins/br/pt/sta/poa/vq1.html

Por que as videoconferências nos esgotam psicologicamente?, por José Mendiola Zuriarrain para o EL PAÍS, em 06 de maio de 2020. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2020-05-06/por-que-as-videoconferencias-nos-esgotam-psicologicamente.html?utm_source=Facebook&ssm=FB_BR_CM#Echobox=1588780809

 

Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo realiza um Dia Celebrativo On-line pelos seus 12 anos de (re)existência!

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Atendendo às recomendações da OMS e das demais autoridades competentes de saúde, o Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo suspendeu todas as suas atividades, ações e projetos no período de 17 de março a 30 de abril e adiou a realização da 12ª Semana do Quilombo do Sopapo – que todos os anos acontece em abril – para setembro de 2020.

Como forma de nos mantermos unidos em torno da celebração dos 12 anos do Quilombo do Sopapo, coerentes e conscientes dos cuidados para evitar a disseminação da pandemia da Covid-19, realizaremos neste dia 16/04 uma celebração on-line, com vasta programação a ser disponibilizada através de nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/quilombo.dosopapo

A programação completa você confere em: http://quilombodosopapo.redelivre.org.br/2020/04/14/dia-celebrativo-on-line-do-quilombo-do-sopapo-12-anos-de-trajetoria-e-lutas-por-uma-cultura-viva-de-base-comunitaria/

#FicaEmCasa e divulgue, acesse, acompanhe e interaja com nossa programação neste dia. Curta, comente, celebre conosco!

Estamos certos que sairemos mais fortes depois dessa travessia!

#QuilomboDoSopapoSempre