Páginas Amarelas: Live com Leandro Silva, Sílvia Serrano, Rafael Braz, Letícia Schwartz e Luciméia Gall König

Vamos para mais uma live de Páginas Amarelas? Desta vez, vamos receber quatro convidados pra lá de especiais que vão contar sobre o processo de construção do espetáculo! Nesta sexta, 05/05, a conversa começa um pouco mais cedo, às 19h20, na página da Trupi di Trapu Teatro de Bonecos no Facebook: https://www.facebook.com/teatrodebonecos

Lembrando que toda a programação, incluindo as sessões do espetáculo no Youtube, conta com Libras e audiodescrição. Te esperamos!

#paratodosverem

Card de divulgação da live com Leandro Silva, Sílvia Serrano, Rafael Braz, Letícia Schwartz e Luciméia Gall König, em 07/05, às 19:20. O card, com fundo amarelo, traz fotos de rosto dos participantes da live em círculos individuais. No canto superior esquerdo, o título “Páginas Amarelas” em letras cursivas, sublinhado por um varal com roupas, desenhado com traços finos. No canto inferior esquerdo, o perfil @teatrodebonecos. No canto inferior direito, os símbolos de audiodescrição e Libras. No rodapé, as logos da Trupi di Trapu e dos patrocinadores. Fim da descrição.

Temporada de estreia PÁGINAS AMARELAS: A Vida e a Obra de Carolina de Jesus

Você já pode se programar para curtir a temporada de estreia do espetáculo Páginas Amarelas. Esta é a primeira montagem de teatro de bonecos para adultos da Trupi di Trapu, celebrando seus 12 anos de atuação.

As exibições serão no nosso canal do youtube, com tradução em Libras e audiodescrição. Aproveita e te inscreve para receber as notificações: encurtador.com.br/ghpyY

Acompanha nossas redes e acompanha tudo o que estamos aprontando para essa temporada!

Facebook: Trupi Di Trapu teatro de bonecos

Instagram: @Trupi di Trapu

Realização: Trupi di Trapu

#paratodosverem

Card com fundo amarelo. No canto superior à esquerda, um desenho da Carolina de Jesus, acompanhado do título, em letras cursivas, em três linhas, “Páginas Amarelas. Vida e obra de Carolina de Jesus” acompanhado dos dizeres abaixo: “Texto coletivo. Direção: Leandro Silva”. Ao centro do card, informações sobre as datas e canal de transmissão. “De 01 a 08 de maio. Transmissões pelo canal da Trupi de Trapu no Youtube: 01/05 (sáb): 20h; 02/05 (dom): 20h; 03/05(seg): 20h; 04/05(ter): 20h; 05/05(qua): 17h e 20h; 06/05(qui): 17h e 20h; 07/05(sex) 17h e 20h; 08/05(sáb): 17h e 20h. No rodapé, uma barra branca com os logos de realização e financiamento e os dizeres “Projeto realizado com recursos da Lei nº 14.017/2020”. Fim da descrição.

Financiamento: projeto realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/2020, no Edital Sedac nº 09/2020 Produções Culturais e Artísticas, da Secretaria da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal.

#sedac_rs #laldirblanc #leideemergênciacultural #novasfaçanhasnacultura #paginasamarelas #teatrodebonecos #acessibilidade #vemvacina #inclusao #cultura #maiscultura

“Hoje era o dia”. “Quem seríamos hoje?” – Sentimentos sobre uma estreia adiada: Wonderland Ave.

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Sequência de conversa em grupo de WhatsApp da Equipe 1 do projeto de montagem e encenação de Wonderland Ave. pelo projeto TRANSIT, realizado pelo Instituto Goethe em parceria com o SESC RS e site AGORA Crítica Teatral. Hoje, 21 de maio de 2020, data de estreia da obra, antes do projeto (e o mundo) parar por conta da emergência global do Covid-19.

Diário de Bordo: Quarentena e Suspensão/ Montagem de Wonderland Ave. [Equipe Leandro Silva]

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No dia 17 de março de 2020 fomos oficialmente comunicados do adiamento do 15º Palco Giratório (ainda sem data) e da suspensão temporária das atividades do Instituto Goethe e do Espaço CERCO Cultural, em função das medidas necessárias para a contenção do surto provocado pelo vírus Covid-19, reconhecido pela OMS como uma pandemia. Porto Alegre, o país e pelo menos 1/3 da população mundial entrou em quarentena e em isolamento social na tentativa de barrar a disseminação do vírus.

Naturalmente, o nosso processo de montagem de Montagem de Wonderland Ave. foi pausado e nos recolhemos em nossas casas, acompanhando o desenrolar dessa situação, nos cuidando, cuidando uns dos outros e lidando com as incertezas sobre quando e de que forma daremos retomada ao trabalho.

A peça Wonderland Ave. de Sibylle Berg nos parece de uma atualidade profética e desconcertante nesse momento.

Esperamos voltar aos trabalhos o mais breve possível e com essa situação da pandemia superada.

Diário de Bordo: Etapa 2 da Montagem de Wonderland Ave. [Equipe Leandro Silva]

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Diário de Bordo – Etapa 2

Período: Fevereiro e Março de 2020.

Este período foi de bastante trabalho para a nossa equipe de montagem e encenação da peça Wonderland Ave. pelo projeto TRANSIT. Nos revezamos entre ensaios no Instituto Goethe, preparação de elenco na Dalmeida Conteúdo Cultural com o José Renato Lopes, ensaios extras no Espaço CERCO Cultural e reuniões para pensar processos de criação e produção em vários locais, como a minha residencia e na sede do Coletivo Catarse.

Em resumo, as principais ações nesse bimestre foi especialmente sobre o texto, onde nos debruçamos para construir um melhor entendimento da peça, delinear cenas e tomar algumas decisões. Uma dessa culminou com a entrada do ator Paulo Roberto Farias na equipe, a nosso convite. A ideia já vinha sendo dialogada há um tempo na equipe, de convidá-lo e, além de seu perfil de artista agregador e que muito contribui coletivamente, deveu-se também a um entendimento do diretor sobre a peça, comungada com os demais membros da equipe desde as primeiras leituras da obra. A nossa ideia é deixar nítido que muitas pessoas estão “presas” na Wonderland Ave. e que todas passam por situações similares: treinam em busca do “prêmio”, falam de seu passado pessoal recente, do mundo, das transformações, de seus anseios e questões existenciais… Para nós, estava claro que a permanência de um só ator em cena não colaborava para construir esse entendimento e a entrada do Paulo no processo foi salutar para começarmos a construir isso.

Mudanças e delineamentos nos status e estados dos personagens

De pronto, firmei que os atores e a atriz pudessem, a partir das suas leituras dos textos e dos ensaios, estarem construindo um “Retrato Falado” de seus personagens e esse exercício foi se tornando cada vez mais interessante a cada ensaio. O retrato deveria englobar: aspectos físicos e emocionais, contextos dentro da própria peça e, a partir destes, uma biografia imaginada de suas vidas anteriores ao confinamento na Wonderland Ave.

Marco Marchessano e Paulo Roberto Farias (Pessoa 1 e Pessoa 2, respectivamente), de pronto, começaram a eleger características e elaborar um perfil e uma biografia para cada um de seus personagens, o que colaborou para a separação das falas e dos momentos solos e de encontro entre estes. A cada ensaio e debate, estes perfis foram se tornando cada vez mais nítidos e delineados. Por exemplo, é a Pessoa 1, e somente esta, que fala de sua relação com a mãe. E somente a Pessoa 2 relembra seus encontros amorosos em um passado recente. Do mesmo modo, somente a Pessoa 1 passou pelas cirurgias (mal sucedidas) de ressignificação sexual ao passo que a Pessoa 2 não somente não passou por essa realidade, como demonstra desprezo por esta.

Silvia  Serrano (Coro/ Avatar), no mesmo exercício, detecta vários estados emocionais das máquinas (fria, irônica, materna, furiosa) e percebe que as mesmas podem se relacionar de forma diferente com a Pessoas 1 e a Pessoa 2. Essa percepção deu mais dinamismo à construção da Silvia, no momento em que ela pode explorar estados e texturas diferentes na relação com os dois personagens.

No geral, trabalhamos com grande entrosamento com toda a equipe, mesmo que nem sempre reunidos em seu conjunto. Basicamente, constituímos dois núcleos de trabalho: um comigo e os elenco, para ensaios e criação; outro comigo e um núcleo mais técnico, formado por mim, Billy Valdez, Paulinho (que também se soma a equipe nesta etapa) e José Renato para pensar aspectos tecnológicos, como visualscape, soundscape, iluminação, projeção e outros recursos que compõe medularmente a peça.

Houve, claro, momentos de inseguranças, dúvidas, medos, desequilíbrios emocionais, que cuidamos em equipe, em rodas de diálogo, cumplicidade e, acima de tudo, com liberdade para decisões entre permanecer no processo, dele sair ou se se realocar. Certamente a pressão do prazo de entrega obra, a quantidade de processos diferentes em torno de um mesmo trabalho e a grandeza do projeto Transit geram uma pressão, especialmente para a Silvia, que estreia seu trabalho como atriz, mesmo sendo uma atuação peculiar, esta que estamos chamando de “atuação avatar” e sobre a qual pretendo me debruçar em escritas futuras. Estamos tentando gerenciar de forma coletiva essa pressão e manter os olhos na beleza daquilo que estamos construindo, passo a passo. A estreia é resultado.

Por mais que eu, como diretor, tenha um projeto muito nítido e objetivo da montagem, acredito que, dentro deste projeto, dessa moldura que ele representa, devemos construir a peça da forma mais colaborativa e afetivamente possível. Neste sentido, todos da equipe tem participado muito ativamente de proposições de cenas, ações, gestos, recursos e ideias rumo à elaboração da obra que será posta em cena em maio. Me vejo mais como alguém que está atento a manter este fluxo de contribuições na direção do projeto de encenação e montagem, de organizá-lo e, claro, eventualmente fazer a tarefa chata de agradecer e descartar alguma contribuição que nitidamente é anacrônica à proposta. Mas, o mais importante, a meu ver, é manter esse espaço de liberdade, escuta, para que todos, especialmente os atores e a atriz, possam se sentir à vontade para trazer suas contribuições. E tê-las consideradas e valorizadas, mesmo que eventualmente tais contribuições não fiquem no formato final do trabalho.

Um dispositivo cênico-poético-tecnológico

Na nossa proposta de montagem e encenação para Wonderland Ave., as tecnologias estão para muito além de um mero recurso, mas como uma poética compositiva da cena como um todo. Por mais que a ênfase nesse período tenha sido de “dissecar” o texto e até repensá-lo com a participação especialmente do elenco, houve um esforço para irmos ao mesmo tempo trazendo à baila a criação dos recursos audiovisuais que a peça necessita para se sustentar e construir as primeiras peças de cenografia.

De pronto, conseguimos criar a base do cenário, que é algo bastante simples: uma armação de metalon e articulações de ferro, que formam grades que, por sua vez, servirão como telas para as projeções.

Mesmo que as peças tenham vindo com algumas imperfeições e necessidades de ajustes (como folgas entre as peças e as articulações), a montagem e utilização parcial da cenografia foi importante para a elaboração das cenas, uma vez que estas não são meros recursos cenográficos, mas formam um dispositivo, que concretiza a própria ideia da Wonderland Ave. São nelas que os personagens se localizam espacialmente (se dentro de seus módulos, se no banho, se na área externa do condomínio) e é somente nela que o Coro/Avatar pode ter um “corpo”, uma vez que funcionam como telas onde o avatar é projetado e corporificado, fazendo de toda essa estrutura um espaço imerso, um “prato cheio” para o trabalho da atriz e dos atores.

Não chegamos a utilizar as membranas, a serem feitas com tule ilusione. Este é um material muito interessante pois, ao mesmo tempo em que oferece uma superfície sólida para as projeções, permite uma translucidez, uma transparência, que permitirá aos atores explorarem seus corpos físicos em interação (sobreposição, mescla) com o corpo digital do avatar (imagem projetada em tempo real da atriz).

Por fim, tivemos muitos encontros no Coletivo Catarse para pensar estes processos tecnológicos. Billy passou a investigar o uso de um outro software, o Resolume, como uma segunda opção ao Isadora, cuja versão que tínhamos apresentava alguns problemas e instabilidades em uso. Qual deles utilizaremos, ou se os combinaremos, ainda não está decidido.

Também adentrou à equipe o Paulinho, para contribuir conosco possibilidades de uso de músicas e paisagens sonoras criadas ao vivo, em tempo real, para e na peça. Uma contribuição autoral muito interessante e visualmente muito potente, uma vez que a proposta do Paulinho é estar fazendo isso também à mostra do público, fazendo uso de computador e sintetizadores.

José Renato Lopes já assistiu dois ensaios e começou a juntar as primeiras ideias para o plano de luz. E nesse período, contamos com a visita de cada um dos provocadores críticos artísticos, que trouxeram contribuições diferentes ao processo (trataremos disso em outro post e de forma sucinta, uma vez que o processo estará analisado e publicado por eles no site AGORA Crítica Teatral). De pronto, cada diretor desta edição do TRANSIT, eu e Julia Rodrigues, já concedemos entrevistas ao site AGORA, que em breve serão publicadas, juntamente com uma entrevista solicitada à autora da peça, a dramaturga alemã Sibylle Berg.

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Também adentrou ao trabalho a contribuição de amigos e amigas de coletivos artísticos, de cuja participação também tratarei com mais atenção em um próximo post. Tratam-se de Leandro Artur Anton, do Coletivo Imagens Faladas, que produziu a fotografia para o catálogo do 15º Palco Giratório, em cuja programação a peça estreará; de Marion Santos e Julia Santos, mãe e filha, membras do  Grupo Fuzuê Teatro de Animação que irão se somar para pensar o figurino e a maquiagem da peça e, por fim, convidei a Caroline Faleiro (ex-Grupo Trilho e hoje morando em São Paulo) para emprestar sua voz, juntamente com Marion e Julia, para um efeito sonoro de um dos vídeos que comporão a peça.

Próximos passos…

Minha maior expectativa é começar a realizar ensaios gerais o mais rapidamente possível, com a maior quantidade possível dos recursos tecnológicos da peça já disponíveis e em interação.

Reitero que minha proposta é de que as poéticas tecnológicas neste trabalho de fato não funcionem como meros recursos, mas que se constituam como elementos compositivos da cena. Não podem cair nem numa espécie de virtuosismo, um espetáculo da parafernália, nem ter sua potência reduzida a meras “perfumarias” da cena. Modular tudo, estabelecer a intensidade de cada recurso, integrar aos trabalho da atriz e dos atores e buscar um ponto de equilíbrio é basilar. E isso só consigo visualizar através de ensaios, muitos ensaios, com todos os elementos na arena da cena, os de “carne” e os de silício. Aqui reitero minha posição de que é o elemento humano, o “nós” quem somos os grandes catalizadores das poéticas tecnológicas, mesmo que em larga medida elas venham a decidir as coisas e estabelecer limites novos e arriscados para nossa presença. Mas essa proposta ainda é sobre pessoas e não sobre chips e softwares.

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SINOPSE DA PEÇA

“As vezes máquinas superiores nos perguntam: porque vocês os torturam desta maneira antes de lhes conceder o estado que eles merecem? E nós respondemos: porque nós podemos” (Sibylle Berg).

Na montagem proposta pelo diretor Leandro Silva e sua equipe para Wonderland Ave. da dramaturga alemã Sibylle Berg, a visão de um mundo distópico, pós-apocaliptico cibernético e governado pela presença onisciente das Inteligências Artificiais (I.A.). O espetáculo é um dispositivo cênico onde poéticas tecnológicas, atriz avatar e ator biocibernético nos inquietam sobre a imbricação cada vez mais profunda das tecnologias nas nossas carnes, vidas sociais e democracias. Uma “matrix”, onde corporeidades físicas e digitais se encontram e se confundem. Quanto de liberdade ainda nos restará em um futuro próximo, quando as inteligências artificiais determinarem todas as áreas de nossas vidas? O espetáculo integra a 4ª edição do projeto TRANSIT, idealizado pelo Goethe Institut e realizado em parceria com o SESC e o site AGORA Crítica Teatral. O projeto selecionou dois diretores para a montagem do mesmo texto de Sibylle Berg.

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FICHA TÉCNICA [ATUALIZADA]

Texto: Sibylle Berg, com tradução de Luciana Dabdab Waquil

Direção: Leandro Silva

Elenco: Silvia Serrano, Marco Marchessano e Paulo Roberto Farias

Participação Especial/ Vozes: Marion Santos e Julia Santos (Grupo Fuzuê Teatro de Animação) e Caroline Falero

Iluminação e Preparação de Elenco: José Renato Lopes

Projeto Visual: Silvia Serrano e Leandro Silva

Cenografia: Silvia Serrano

Operação de Vídeo, Som e Edição em Tempo Real: Billy Valdez (Coletivo Catarse)

Figurino: Marion Santos

Maquiagem: Julia Santos

Fotografia: Leandro Anton (Coletivo Imagens Faladas)

Provocadores Críticos Artísticos: Michele Rolim e Henrique Seidel (AGORA Crítica Teatral)

ESTREIA:

Data: 21 e 22 de maio de 2020, quinta e sexta.

Local: Instituto Goethe, Porto Alegre, RS.

Horário: 20h

Trupi de Trapu vai montar seu primeiro espetáculo adulto com Teatro de Bonecos inspirado na vida e obra de Carolina de Jesus

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Em reunião no dia 03/03/2020 para decidir a próxima montagem, a Trupi de Trapu Teatro de Bonecos (Porto Alegre, RS) decidiu encabeçar seu primeiro projeto de montagem e encenação de um espetáculo adulto com Teatro de Bonecos. A peça, ainda sem título, será livremente inspirada na vida e obra da escritora Carolina Maria de Jesus.

A montagem de um espetáculo com Teatro de Bonecos para o público adulto era um desejo antigo da Trupi de Trapu, companhia que celebra este ano 12 anos de trabalho continuado com bonecos, contação de histórias e sustentabilidade no cenário artístico do Rio Grande do Sul. A proposta de criar a peça a partir da vida e obra de Carolina de Jesus foi sugerida pela atriz e figurinista Mari Falcão, integrante do elenco de Bandele, uma leitora e entusiasta de Carolina de Jesus. No encontro de hoje, a Trupi de Trapu acolheu e firmou a proposta, com muito entusiasmo.

A peça vai contar ainda com a participação da atriz Glória Andrade no elenco, com orientação e direção de Leandro Silva e também com a presença de Alexandre Malta, Anderson Gonçalves e Viviane Marmitt, que já atuam e produzem Bandele. A previsão de estreia é para o segundo semestre de 2020.

Sobre Carolina Maria de Jesus e proposta de montagem

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A vida e obra de Carolina de Jesus é um manifesto para a literatura periférica e afro-brasileira

Carolina de Jesus foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil e é considerada uma das mais importantes escritoras do país. A autora viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo, sustentando a si mesma e seus três filhos como catadora de papéis. Em 1958, tem seu diário publicado sob o nome Quarto de Despejo, com auxílio do jornalista Audálio Dantas. O livro fez um enorme sucesso e chegou a ser traduzido para catorze línguas. Carolina de Jesus era também compositora e poetisa. Sua obra permanece objeto de diversos estudos, tanto no Brasil quanto no exterior.

Trata-se da primeira montagem de teatro de bonecos para adultos da companhia Trupi di Trapu Teatro de Bonecos em 12 anos de carreira. Seguindo a pesquisa e a metodologia já acumulada na peça anterior, BANDELE, a companhia irá apostar em um mergulho na obra e biografia de Carolina de Jesus e trará à cena uma proposta de Teatro de Bonecos contemporâneo, tendo como técnica principal a manipulação direta e à vista do público, mantendo uma relação heterogênea com os bonecos, objetos e elementos cenográficos (atriz/ator à mostra e em interação).

A companhia Trupi de Trapu Teatro de Bonecos trabalha agora na prospecção de apoio para a montagem do trabalho, bem como o convite para outros artistas do cenário artístico para compor a criação nos processos de composição de trilhas, acompanhamento de processo, assessorias e projeto de identidade visual.

Diário de Bordo: Etapa 1 da Montagem de Wonderland Ave. [Equipe Leandro Silva]

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Diário de Bordo – Etapa 1

Período: Novembro de 2019 a Janeiro de 2020.

Passado o primeiro calor do entusiasmo pela seleção para a quarta edição do projeto TRANSIT, a equipe do diretor Leandro Silva deu início imediato aos trabalhos. Essa primeira etapa, que compreendeu os meses de novembro/2019, dezembro/2019 e janeiro/2020, teve como principal enfoque a apropriação pela equipe dos detalhes do projeto, aprofundar os conceitos operatórios do trabalho, estabelecer checklists de desafios e encaminhá-los.

De pronto, nesse período, a equipe realizou 03 dos 30 ensaios previstos no Instituto Goethe. Esses três primeiros ensaios foram voltados para um processo de reconhecimento do espaço/ palco, para uma leitura do texto dentro deste e finalizou, no dia 30 de janeiro/20, com o primeiro exercício de operação de vídeo em tempo real, viabilizado através do software ISADORA [VER NOTA 1], em fase de apropriação pelo videomaker Billy Valdez (Coletivo Catarse).

Primeiros passos…

O diretor Leandro Silva reuni-se com o elenco, Sílvia Serrano e Marco Machessano, para leituras e estudos do texto “Wonderland Ave.”, de Sibylle Berg, com o objetivo principal de entender melhor as cenas, os contextos e já pensar a transição para o palco. Também foi feito um levantamento de necessidades de preparação corporal e vocal do elenco, que foi assumido, nesta primeira etapa, por José Renato Lopes, que também assina a iluminação do espetáculo. O trio promove encontros para exercícios e preparação no espaço da Dalmeida Conteúdo Cultural (Bairro Menino Deus, POA) e, neste primeiro momento, estabelecido os objetivos da preparação baseada nas necessidades do elenco, não recebeu nenhuma interferência do diretor.

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Outro enfoque dado neste período foi pensar, listar e encaminhar os desafios para resolver impasses técnicos e a integração dos processos de captação, projeção e integração dos recursos audiovisuais propostos no espetáculo. Aqui entra em cena o parceiro Billy Valdez, membro do Coletivo Catarse de Comunicação, que tem se dedicado não só a apresentar, mas também buscar junto com o diretor as possibilidades tecnológicas de integração dos diversos aspectos do projeto de encenação.

A proposta apresentada por Leandro Silva para a encenação e montagem do texto da dramaturga alemã Sibylle Berg reporta-se ao universo cyberpunk, com clima pessimista e sombrio. O diretor busca captar e materializar na sua montagem um alerta presente na peça dos perigos da imbricação cada vez mais encarnada das tecnologias  – especialmente as Inteligências Artificiais (I.A.) – em nossas vidas pessoais, sociais e políticas. Delegar as esferas das nossas vidas às máquinas, implicará em quanto de liberdade num futuro próximo? É uma das questões levantadas.

Ideias operatórias

Para a montagem, Leandro Silva propôs, com desenhos feitos em estreia colaboração com a designer Sílvia Serrano, que estreia como atriz no espetáculo, um verdadeiro “dispositivo cênico”, onde os elementos que o compõe – cenografia, figurinos, objetos de cena, recursos sonoros e projeções – não são meros recursos, mas constituem a própria tessitura da encenação. As tecnologias são colocadas na roda como parte do jogo e o processo de captação de som e imagem e seu processo de edição – realizado nessa primeira etapa com o já consagrado programa ISADORA – serão realizados à vista do público.

Enrico Pitozzi (2011) [VER NOTA 2] vai chamar esse tipo de “estrutura” de DISPOSITIVO COMPOSITIVO DA CENA TECNOLOGICAMENTE INTEGRADA e apresenta como característica, segundo ele:

a) Não é um signo representativo de algo;

b) Não apresenta a si mesmo;

c) Não é apenas um meio cenográfico.

E finaliza colocando que este dispositivo é, acima de tudo, uma “LÓGICA ESTÉTICA”, cuja construção e modos de funcionamento, jogo e interação precisam ser bem apropriados por todos que dele participam (aqui incluindo atores, técnicos e espectadores).

Baseado na sua experiência com o Teatro de Animação, campo para onde direciona seu trabalho há 16 anos, Leandro Silva propõe a experiência de um “Teatro de Avatar”, onde a atriz é levada ao cenário e ao espaço de encenação – aqui entendido como um espaço imersivo e ficcional – através da captação de imagem e som em tempo real. Já o ator, é entendido como um “biocibernético”, tendo sua sensibilidade e seu espaço de atuação mediado, limitado, medido e potencializado pelos dispositivos tecnológicos do espetáculo.

Ao juntar de forma sobreposta estas duas camadas – uma real, de operação e criação em tempo real e a outra ficcional, onde a peça acontece sob efeito da primeira camada – o diretor propõe o próprio espetáculo como uma metáfora da problemática e da abordagem proposta por Sibylle Berg em sua inquietante obra, da tecnologia como interventora, mediadora da ação.

O lugar do espetáculo é, ainda segundo o diretor e inspirado nas reflexões proposta por Enrico Pitozzi sobre poéticas tecnológicas, uma intersecção entre corporeidade, os processos de visualscape e soundscape. Com relação à corporeidade, esta por sua vez se desdobra, no seu contato com as tecnologias, em uma nova intersecção, entre o corpo físico (vivo, orgânico e hard) e o corpo sintético (digital, editável e soft).

O que dá vida à cena é, especialmente, as oportunidades de transformações da imagem e do sensorial a partir do contato dessas diversas dimensões, contato que se dá ora por integração, ora por fricção e atrito, ora por ampliação (Isaacsson, 2012). Aqui, TRANSFORMAR se dá no sentido proposto por Pitozzi, para quem isso significa “enxertar no dispositivo cênico um movimento de alteração contínua, tanto dos componentes – corporeidade, visualscape e soundscape – quanto de suas relações. É a atenção apropriadamente posta sobre os processos de transformação que conduz a um outro modo de perceber. A ação se dissolve e parece deixar espaço a uma metamoforse; o espaço da ação aparece como uma paisagem transformada sem interrupção através de diversas sequências de aparição/ desaparição de objetos e presenças” (PITOZZI, 2011, p. 109).

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O efeito de transformação da imagem e em conexão com esta do som e dos objetos de cena, num jogo constante de aparecer/desaparecer se relaciona muito diretamente com as técnicas de animação experimentadas no campo do Teatro de Animação e as tecnologias estabelecem para este campo novas fronteiras e sutilezas para este jogo. Assim, as escolhas propostas para o espetáculo não se distanciam do acúmulo do diretor enquanto artista bonequeiro, que viveu experiência significativa de estar em cena animando e dando vida a bonecos e outros objetos teatrais.

Entre as diversas possibilidades tecnológicas digitais disponíveis, a equipe se debruça especialmente sobre o uso do ISADORA, do Auto-Tune, do Eyesweb, fora a criação de efeitos visuais e sonoros que serão enxertados na imagem captada em tempo real.

Contextos de produção

Desde o princípio do trabalho, a equipe, representada pelo diretor Leandro Silva, mantém estreita relação com o Instituto Goethe, especialmente com o setor de Programação Cultural da instituição, conduzido por Anne Fahlke, e com os demais parceiros do projeto TRANSIT (SESC e provocadores críticos artísticos do site AGORA). Os diálogos giram em torno de estabelecer agendas de ensaios e encontros, bem como da construção da programação de estreias – que acontece dentro do 15º Festival Palco Giratório do SESC Porto Alegre – e das temporadas no Instituto Goethe.

O projeto TRANSIT inclui na premiação um apoio na ordem de R$ 15.000,00 para a montagem. O diretor Leandro Silva estabeleceu junto à sua equipe um processo de orçamentação colaborativa e que tem como foco manter e valorizar o trabalho da equipe, razão pela qual escolheu mantê-la pequena e concentrada, compartilhando com esta a produção do trabalho.

SOBRE A MONTAGEM “WONDERLAND AVE.”, DIREÇÃO LEANDRO SILVA

“As vezes máquinas superiores nos perguntam: porque vocês os torturam desta maneira antes de lhes conceder o estado que eles merecem? E nós respondemos: porque nós podemos” (Sibylle Berg).

Na montagem proposta pelo diretor Leandro Silva e sua equipe para Wonderland Ave. da dramaturga alemã Sibylle Berg, a visão de um mundo distópico, pós-apocalípsito cibernético e governo pela presença onisciente das Inteligências Artificiais (I.A.). O espetáculo é um dispositivo cênico onde poéticas tecnológicas, atriz avatar e ator biocibernético nos inquietam sobre a imbricação cada vez mais profunda das tecnologias nas nossas carnes, vidas sociais e democracias. Uma “matrix”, onde corporeidades físicas e digitais se encontram e se confundem. Quanto de liberdade ainda nos restará em um futuro próximo, quando as inteligências artificiais determinarem todas as áreas de nossas vidas?

O espetáculo integra a 4ª edição do projeto TRANSIT, idealizado pelo Goethe Institut e realizado em parceria com o SESC e o site AGORA Crítica Teatral, que selecionou dois diretores (Leandro Silva e Julia Rodrigues) para a montagem do mesmo texto de Sibylle Berg.

FICHA TÉCNICA

Direção: Leandro Silva

Elenco: Silvia Serrano e Marco Marchessano

Iluminação: José Renato Lopes

Preparação de Elenco: José Renato Lopes

Projeto Visual: Leandro Silva e Silvia Serrano

Cenografia: Silvia Serrano

Operação de Vídeo, Som e Edição em Tempo Real: Billy Valdez (Coletivo Catarse)

Maquiagem: Julia Santos

Fotografia: Leandro Artur Anton

Provocadores Críticos Artísticos: Michele Rolim e Henrique Seidel (AGORA Crítica Teatral)

ESTREIA:

Data: 21 e 22 de maio de 2020, quinta e sexta.

Local: Instituto Goethe, Porto Alegre, RS.

Horário: 20h

REFERENCIAS:

CINTRA, Wagner. Considerações acerca do Teatro Visual e da Dramaturgia da Visualidade. In: MÓIN-MOIN: Revista de Estudos sobre Teatro de Formas Animadas. Jaraguá do Sul: SCAR/ UDESC, ano 10, v. 12, p. 95-109, 2014.

PEREIRA, Antonia (org.), ISAACSSON, Marta, TORRES, Walter Lima. Cena, Corpo e dramaturgia: entre tradição e contemporaneidade. Rio de Janeiro: Pão e Rosas, 2012.

PITOZZI, Enrico. LÓGICA DA COMPOSIÇÃO: notas sobre a cena tecnológica. in: Moringa: Artes do Espetáculo. João Pessoa, Vol. 2, n. 1, p. 91-112, jan./jun de 2011.

SILVA, LEANDRO ALVES DA. TEATRO DE ANIMAÇÃO E TECNOLOGIAS: Um olhar a partir da Interface sobre o trabalho de algumas companhias do Rio Grande do Sul. Orientador: CLÓVIS DIAS MASSA. Dissertação (Mestrado) –  Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de Artes, Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas, Porto Alegre, BR-RS, 2019.

ANEXOS:

Anexo 1 – Proposta Montagem e Encenação_Wonderland Ave._LEANDRO SILVA_TRANSIT 4ª Edição_FINAL

Anexo 2 – CHECK LIST DE PASSOS IMAGINADO PARA VISUALSCAPE E SOUNDSCAP_Wonderland Ave . Grupo 1 . Leandro Silva

Anexo 3 – Esquema ideias operatórias para a montagem de Wonderland Ave. por Leandro silva e equipe

NOTA 1: Isadora é um ambiente de programação gráfica proprietário para Mac OS X e Microsoft Windows, com ênfase na manipulação em tempo real de vídeo digital. Foi lançado em 2002. Possui suporte para Open Sound Control e MIDI. Isadora foi projetada por Mark Coniglio. oferece um ambiente de programação gráfica que possibilita o controle interativo sobre uma mídia digital. Isto é, com esse programa, você poderá manipular, interagir com um vídeo em tempo real. O aplicativo é especialmente interessante para artistas e educadores do mundo inteiro. Sua utilização é mais comum em apresentações de dança, espetáculos de teatro, instalações interativas, efeitos de vídeo para pós-produção, vídeos para ambientes (“VJs”) e em ambientes interativos de aprendizagem para deficientes.

NOTA 2: Enrico Pitozzi é professor da Universidade de Bolonha – Bolonha, Itália. Possui pesquisas e publicações nas áreas de corpo, presença e tecnologias.

Leandro Silva é um dos selecionados para a 4ª edição do TRANSIT, promovido pelo Instituto Goethe (Porto Alegre, RS)

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Os vencedores, Leandro Silva e Julia Ludwig, vão realizar encenação do texto “Wonderland Ave.” de Sybille Berg. Além destes, foram escolhidos para as leituras dramáticas do texto Sandino Rafael e Jacques Machado. As montagens terão estreia no Festival Palco Giratório, em maio de 2020 (duas apresentações por projeto selecionado). Após suas estreias, elas retornarão ao Teatro do Goethe para temporadas regulares de nove apresentações para cada grupo.

O projeto Transit tem por objetivos  estabelecer trocas entre continentes, estéticas, linguagens e interpretações, além de colaborar para a ampliação e qualificação do campo crítico para as artes cênicas de Porto Alegre.

Os processos de criação serão acompanhados pelo site AGORA Crítica Teatral (www.agoracriticateatral.com.br) por meio de postagens e ações dos críticos, Michele Rolim e Henrique Saidel (colaborador AGORA Critica Teatral). A fim de ampliar as questões pertinentes ao projeto, o Transit trará a Porto Alegre uma crítica alemã que acompanhará as estreias. Também está previsto um debate público durante o Festival reunindo críticos convidados e os/as dois/duas encenadores/as selecionados/as.

Sobre o texto Wonderland Ave.:

Como será o mundo no futuro, quando o desenvolvimento social e tecnológico progredir tão rapidamente quanto nas últimas décadas? Quando a inteligência artificial deixa o humano para trás e determina todas as áreas da vida? O que acontece então ao povo – esses seres imprevisíveis, errôneos, lentos e sentimentais? A nova peça de Sibylle Berg “Wonderland ave.” é um “acorde final” amargo, porém cômico, do mundo como o conhecemos.

Sobre a Autora:

Sibylle Berg nasceu em Weimar, Alemanha, e hoje vive em Zurique, Suíça. Seu trabalho incluiu 25 peças de teatro e diversos livros e ensaios traduzidos para 34 idiomas. Desde janeiro de 2011, Berg escreve para a Spiegel Online. Em 2016, foi convidada ao Frieze London com a peça Wonderland Avenue, em colaboração com Sebastian Nübling e Claus Richter. Entre os prêmios recentes que recebeu, estão: Friedrich-Luft-Prize (2016) pela peça “And then came Mirna”, Audience Prize of Mülheimer Festival “Stücke 2016” pela peça “And then came Mirna” (2016) e Else-Lasker-Schüler Drama Prize (2016), Kasseler Literaturpreis für grotesken Humor (2018).

“GRIMM PARA OS PEQUENOS” DE VOLTA NA CASA DE CULTURA MARIO QUINTANA (PORTO ALEGRE, RS) EM MAIO!

_EA_5006_Fotógrafo: Leandro Artur Anton

O espetáculo “Grimm para os Pequenos” foi um dos contemplados na chamada pública para ocupação dos teatros da Casa de Cultura Mario Quintana (Porto Alegre, RS) no primeiro semestre de 2018. As apresentações acontecerão nos dias 4, 5, 6, 11, 12, 13 de maio no Teatro Carlos Carvalho. Em breve serão divulgados todos os detalhes. Conforme a chamada pública, as temporadas preveem uma data com intérprete de LIBRAS, ainda a ser definida pela direção da CCMQ.

Para conhecer todos os contemplados na chamada pública, acesse: http://sedactel.rs.gov.br/conheca-os-projetos-contemplados-para-ocupacao-de-teatros-da-ccmq

“Grimm para os Pequenos” é um espetáculo lúdico inspirado nos contos dos Irmãos Grimm (Jacob e Wilhelm Grimm), composto por duas histórias: “A Princesa e o Sapo” e “As Três Fiandeiras”, com teatro de bonecos divertidos e contação de história, criado especialmente para os pequeninos e suas famílias. Para conhecer mais o nosso trabalho, acesse: www.culturadigital.br/grimmparaospequenos

Crédito Fotografia: Leandro Artur Anton

CURTA TEMPORADA DE “AS TRÊS FIANDEIRAS” (GRIMM PARA OS PEQUENOS)

Local: Teatro do Instituto, Rua Riachuelo, nº 1.317, Centro, Porto Alegre – RS.

Dias/ Horários:
05/05/2017 (sexta-feira), às 15 horas. Agendamento para escolas e grupos.
06 e 07/05/ 2017 (sábado e domingo), às 17 horas. Público em geral.

Ingresso: Contribuição espontânea no final das apresentações. A renda do espetáculo será revertida para participação do projeto “Grimm para os Pequenos” no XI Festival Mundial de Teatro de Titeres y Objetos Animados “MUÑECOMAS”, em outubro de 2017 (Lima – Peru).

Agendamentos para escolas e grupos: Através do e-mail: grimmparaospequenos@gmail.com ou pelos telefones (51) 99192-5990 (Lorena Sanchez) ou (51) 98269.4614 (Leandro Silva).

Classificação indicativa: Livre.

Duração: 50 minutos.

Sinopse:

Inspirado no clássico dos Irmãos Grimm “As Três Fiandeiras”, conta a história conflituosa entre uma mãe e sua filha, que é ajudada por três misteriosas mulheres a cumprir uma árdua tarefa: fiar três quartos de linho do palácio real para, finalmente, pode se casar com o príncipe. Uma história cheia de enigmas e reviravoltas. Segunda criação do projeto cênico independente “Grimm para os Pequenos”, evoca o nosso destino e o fio condutor da vida, simbolizado nas universais Moiras da mitologia grega, presentes em todas as culturas do mundo.

O artista bonequeiro piauiense Leandro Silva em parceria com a atriz uruguaia Lorena Sanchez encenam “As Três Fiandeiras” com as ancestrais técnicas do teatro de bonecos e da contação de história. O espetáculo é parte do novo projeto do artista bonequeiro Leandro Silva “Grimm para os Pequenos – O Universo de Grimm em Teatro de Bonecos e Contação de Histórias para os Pequeninos”, com pesquisa, adaptação e montagem de contos dos Irmãos Grimm para crianças através da linguagem do Teatro de Bonecos. Página oficial do projeto: http://culturadigital.br/grimmparaospequenos

Ficha Técnica:

Concepção e direção: Leandro Silva
Dramaturgia, Criação de Bonecos e Manipulação: Leandro Silva e Lorena Sanchez
Cenografia e adereços: Leandro Silva
Figurinos: Marion Santos
Fotografia: Leandro Artur Anton
Vídeo: Cristalizar Vídeo Produção/ Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo
Produção: Monarca Produções (Lizandra Ayello) e La Lola (Lorena Sanchez)
Apoio: Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo | Guayí | Associação Brasileira de Teatro de Bonecos – Unima Brasil